quarta-feira, 25 de março de 2015

Faculdade, finalmente!

Entrei na faculdade e por isso sumi um tanto do blog e de tudo que envolve internet. Como se já não bastasse o trabalho, a academia, a casa, as filhas, o marido e a vida social ainda arrumei mais uma coisa pra apertar as horas do meu dia: a faculdade.


Há muitos anos atrás comecei e cursei um (mísero) semestre da faculdade de Design Gráfico na Belas Artes, mas na época eu precisava muito do FIES (PROUNI nem existia) pra continuar e como não consegui tive que parar. A vida foi acontecendo: me casei, tive minhas filhas, trabalhos variados, mudanças e nesse período a faculdade era algo fora de cogitação, mas nunca deixou de ser um desejo pra mim. Eu gosto de estudar. Gosto muito de estudar! Me sinto útil, me sinto viva, me sinto funcionando quando estudo, sabe como é? E por mais que tenha feito muitos cursos, lido bastante, e aprendido muitas coisas, a faculdade ainda fazia parte dos meus planos por ser uma formação mais longa e completa sobre um único assunto.

Ano passado o meu marido se formou e a intenção era que eu pudesse retomar os meus estudos depois que ele concluísse os dele, mas por questões financeiras e logísticas a coisa não funcionou bem assim. Por isso optei pelo ensino à distância para poder estudar, ter formação, realizar um sonho sem prejudicar o dia-a-dia com as minhas filhas e sem gastar tubos de dinheiro pra isso - tudo muito dentro das nossas possibilidades.

O curso escolhido foi Letras - Português/Inglês (na UNICSUL), e meu objetivo é trabalhar com editoras, livros, tradução, revisão e etc... mas nada impede que eu possa também dar aulas, apesar de ser algo muito distante pra mim no momento. Estou amando a escolha, o curso, o material, e me envolver com esse mundo novamente. É uma sensação muito boa pra mim!

Na educação à distância é muito importante ter disciplina e organização. É preciso separar algumas horas do dia para estudar e de preferência que seja um momento tranquilo e sem distrações, eu uso a parte da manhã que minhas filhas estão na escola, mas se preciso deixo-as vendo um filminho com pipoca e vou estudar à tarde.
É preciso também muita determinação, para entender a matéria, para procurar outras fontes, estudar com afinco e tirar o maior proveito possível de tudo que o ambiente virtual do curso te oferece.

Estou concluindo o primeiro mês e a primeira matéria, vou ainda fazer uma prova e estou bem ansiosa pra isso. Nesse começo tudo é muito novo, mas são três anos pra me adaptar e conhecer bem, três anos pra me formar e eu não vejo a hora!

Ao longo do tempo pretendo continuar falando aqui sobre a faculdade, novidades e etc. Esse foi só o primeiro de muitos posts com esse tema.

Até mais!


domingo, 15 de março de 2015

Eu li: o inventário das coisas ausentes

Carola Saavedra
Companhia das Letras
2014

Sinopse: Como começa o amor? À primeira vista, num encontro casual, depois de anos de convivência? Qual é a distância entre dizer “eu te amo” e amar alguém? O que resta quando o tempo passa, as pessoas mudam e o amor acaba?
Nina tem vinte e três anos quando ela e o narrador se conhecem na faculdade. Os dois têm um envolvimento amoroso, mas certo dia ela desaparece sem deixar notícias. A partir da reconstrução ficcional dos diários deixados por Nina, o narrador conta a história de seus antepassados e assim vai delineando seus contornos, numa tentativa de recriar a mulher amada. Mas como falar do outro sem falar de si? E como falar de si quando a sua própria vida é marcada pelo abandono, pelo impalpável?


Essas são algumas das questões que O inventário das coisas ausentes lança ao leitor e à sua própria estrutura narrativa. Com uma abundância de tramas paralelas que por vezes se entrelaçam e por vezes seguem independentes, o romance de Carola Saavedra investiga o fazer literário, a memória, o amor e as marcas deixadas pela ausência do outro.



2015 é o ano das autoras brasileiras pra mim, e mais uma conquistou meu coração: Carola Saavedra e seu inventário das coisas ausentes. 
Carola nasceu no Chile, mas veio pro Brasil ainda criança e hoje trabalha como tradutora no Rio de Janeiro.

O livro é curto (128 páginas), porém denso. Me relacionei com o ele o tempo todo e me vi em muitas das cenas, dos contos e dos sentimentos. Te faz mudar de lados, te faz entender outras perspectivas, te faz repensar as coisas da vida em um caminho interno que não é nada fácil de trilhar.
A escrita de Carola me causou estranhamento no começo, é bem diferente de tudo que estou acostumada a ler ao longo da vida e os diálogos são construídos de maneira bem peculiar que faz pensar até ser um erro de revisão do livro, mas depois que me acostumei a isso a leitura fluiu mais. Ao longo do livro tive que retornar trechos algumas vezes para entender.

São pequenos causos contados de maneira aleatória que se ligam entre si de maneira complicada de explicar, mas que ao ler é possível fazer essa conexão sem muitos problemas.

Gostei muito do livro, gostei muito do final e fiquei bem curiosa pra ler logo outros títulos da autora.

Até mais!

terça-feira, 10 de março de 2015

Mês da Mulher: mulheres que me inspiram

Em março, mais precisamente no dia 8 é comemorado o "dia da mulher". Dia que a gente ganha bombom, florzinha, batom e um "parabéns" bem duvidoso... mas pra mim sempre tem um tom engraçado e vou explicar: esse ano completei 29 anos e desde que me entendo por gente, TODO ANO dá um bug no cérebro quando pessoas desconhecidas me dão parabéns no dia 8, porque dia 7 é o meu aniversário e geralmente fico pensando "mas como é que essa pessoa sabia que ontem foi meu aniversário?". S-E-M-P-R-E dou uma lesada dessas, mas vamos falar de outra coisa nesse post. Sim vou usar esse espaço hoje para falar sobre mulheres que inspiram e que merecem uma homenagem não só nesse mês, mas o ano inteiro (alô, clichê!):

A mulher que escolhi para falar é a minha avó materna: a dona Iromar é uma mulher incrível, exemplo de força e luta. Casou cedo, teve 10 filhos - sofreu a tristeza de um deles ter morrido ainda bebê - e trilhou um caminho longo ao lado do meu avô e de todos esses filhos, por uma condição digna e com esperança de um futuro melhor viajou por todo o Brasil tentando estabelecer a vida e foi aqui em São Paulo que eles ficaram e criaram mais raízes.

Tenho uma família grande, são 8 tios e mais de 30 primos e isso me proporcionou uma infância muito feliz, sempre com muita companhia para brincadeiras, e a minha avó sempre foi a cola que manteve essa galera toda junta, sempre fez questão de ensinar sobre a importância da família e de semear o amor e a união entre nós.
No ano passado a luta dela ganhou mais um capítulo triste e ela ficou viúva. Foi um sofrimento terrível e muito grande pra todos nós, mas pra ela com certeza foi e tem sido muito pior já que ela passou a vida inteira ao lado dele. No geral ela tem segurado as pontas como pode, tem conseguido encontrar alegria e contagiar a gente, como sempre fez a vida inteira e quando ela fica baqueada nós a levantamos e é assim que a vida segue.

Minha avó é um grande referencial pra mim, uma pessoa incrível e muito amada! O que tem de forte e guerreira, tem de frágil e doce. De repente ela te pega pra dançar um forrózinho pela cozinha, e com o dialeto próprio te arranca boas risadas. É uma mulher vaidosa e que sabe que é linda. Faz sempre questão de se vestir bem, usa sempre acessórios bonitos e tem sempre um café gostoso pra oferecer na sua cozinha.

Muito do que sou veio dela e me orgulho muito de tudo dela que encontro em mim e ainda quero poder ser muito mais como ela, ainda quero tantos mais momentos felizes ao seu lado e tantas outras histórias pra contar.

Sou grata pela minha vó ser a mulher que é e por fazer parte da minha vida.

Essa postagem é parte dos temas de março da blogagem coletiva do grupo "Clube de Blogueiras" do Facebook - que serve para interação e troca de informações.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Lente Criativa: Partes de Mim


Esse é meu segundo mês participando do Lente Criativa, o projeto fotográfico da Yasmin de Carvalho que através de temas mensais propostos dentro do grupo do facebook nos ajuda a expandir nossos horizontes e gerar mais conteúdo.
O tema desse mês é "Partes de Mim", e eu confesso que tive uma dificuldadezinha já que não sou mais tão dada as "selfies" como na época do fotolog... mas o que saiu você pode conferir abaixo. As partes de mim preferidas.



Outras participantes do projeto: coffee, rock & beer | A Menina da Bolha | Our Own Collection | Livro de Memórias | Leite com Biscoitos| Blog do Ton | Do Avesso
Se quiser participar, junte-se a nós no grupo do facebook.

Até mais!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Eu assisti: Cake: Uma Razão para Viver



Claire Simmons (Jennifer Aniston) é uma mulher traumatizada e depressiva, que busca ajuda em um grupo para pessoas com dores crônicas. Lá, ela descobre o suicídio de um dos membros do grupo, Nina (Anna Kendrick). Claire fica obcecada pela história desta mulher, e começa a investigar a sua vida. Aos poucos, começa a desenvolver uma relação inesperada com o ex-marido de Nina, Roy (Sam Worthington).
Tirando da lista de 5 filmes mais esperados de 2015, assisti ao filme Cake: Uma Razão para Viver. A tradução do título me deixou super feliz, se tivesse colocado "Bolo" não teria ficado legal.

Um prato cheio, transbordando pra quem gosta de um bom drama. Jennifer Aniston foi pra bem longe de tudo que já fez na carreira de atriz e encarou uma personagem densa, problemática, depressiva e aparentemente desleixada. 

Quem conhece a Jennifer de Friends ou outras comédias românticas com "Separados pelo Casamento", "Esposa de Mentirinha", entre outros ficará extremamente surpreso ao assistir esse filme, surpreso de maneira positiva já que ela desempenha o papel com maestria e te convence do começo ao fim, te fazendo esquecer completamente qualquer outro papel raso que tenha feito.



Claire Simmons é o tipo de personagem que desperta amor e ódio, te faz sentir compaixão e crueldade, te faz ter vontade de salvá-la e matá-la tudo isso em poucos minutos.  É uma imersão pesada e pra mim que sou mãe como a personagem e sou bem sensível tive que parar algumas vezes de assistir pra espairecer um pouco.

Quando você se coloca no lugar da Claire fica difícil, muito difícil.


Eu não gosto de contar sobre o enredo do filme porque sempre sinto que estou dando spoilers, então prefiro falar sobre o que senti e o que ele me despertou. Minhas resenhas acabam ficando bem resumidas, mas eu prefiro que você descubra ao assistir do que já saber o que esperar.

O filme é maravilhoso, a fotografia é agradável e a atuação da Jennifer além de surpreendente é impecável e merecia muito a indicação de melhor atriz pro Oscar desse ano que foi tão fraco nesse quesito, mas ela sequer foi indicada e teve que se contentar em apresentar um prêmio - fiquei chateada por isso. Vale muito assistir na telona e esperar a estreia dia 19 de março nos cinemas tupiniquins. 

Até mais!